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Epilepsia e Crises

Categorias: Dicas de saúde e notícias, Neurologia

O que é uma crise?

O cérebro contém bilhões de neurônios (células nervosas) que criam e recebem impulsos nervosos. Os impulsos permitem neurônios a comunicar-se uns com os outros. Durante uma crise epiléptica, há uma atividade elétrica anormal e excessiva no cérebro. Isto pode causar alterações na consciência, comportamento e ou movimentos anormais que podem durar de segundos a poucos minutos.

Qual a diferença entre ter uma crise e ter epilepsia?

Epilepsia refere-se à condição em que uma pessoa tem um risco de crises epilépticas recorrentes. Nem todo mundo que tem uma crise tem epilepsia.

Quais são os sintomas de uma crise epiléptica?

Um dos mais comuns tipos de crises é a convulsão, ou também chamada de crise tônico clônica. Neste tipo de crise a pessoa pode apresentar uma rigidez e ter abalos musculares e eventualmente lesões secundárias a mordedura da própria língua e ou perda de urina ou fezes.

Outros tipos de crises são menos dramáticos. Podem haver abalos isolados de um braço ou do rosto, por exemplo. Em outros tipos de crise a pessoa pode parar de responder e manter-se olhando fixamente por alguns segundos, às vezes com a presença de movimentos mastigatórios ou de piscamento.

Algumas vezes as crises epilépticas podem ser sutís, apresentando-se apenas como sensações de formigamento, desconforto no estômago, medo, palpitações. Estas são as chamadas auras.

O que pode provocar crises em um paciente predisposto?

Uma minoria de pacientes podete ter crises provocadas por fortes emoções, exercício intenso, música alta, luzes intermitentes. Outros fatores como febre, privação de sono, períodos menstruais e estresse emocional podem aumentar o risco de crises em algumas pessoas.

Quais são as causas de crises

Como destacado acima, nem todas as crises são provocadas pela Epilepsia. Existem três categorias de causas de crises:

– Crises epilépticas: podem ser causadas por uma lesão cerebral decorrente de um traumatismo cranioencefálico, AVC, infecção (meningite/encefalite), tumor cerebral, etc. Em alguns casos pode ser uma condição herdada geneticamente e em muitos casos a causa da epilepsia pode não ser esclarecida, mesmo após extensa investigação.

– Crises provocadas: podem decorrer do uso de certas drogas como a cocaína e anfetaminas ou pela retirada de bebidas alcoólicas, bem como por desequilíbrios metabólicos como episódios de hipoglicemia (níveis baixos de glicose no sangue), entre outros.

– Crises não-epilépticas: se parecem com crises, mas não são provocadas pela atividade cerebral anormal. Estas podem decorrer de desmaios/síncopes, doenças musculares ou condições psicológicas.

Uma avaliação adequada, realizada por profissional treinado e experiente é necessária para o diagnóstico diferencial. O diagnóstico correto é o primeiro passo para o tratamento adequado e a recuperação da qualidade de vida.

 

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